Acre Brazil
Sebastião Afonso Viana Macedo Neves
Chief Executive Officer, Institute of Climate Change (IMC)
Director, CDSA

O Acre é uma das Unidades Federais do Brasil com área de 164.123,712 km2 e é dividido em 22 municípios. A estimativa da população para o ano de 2017 foi de 829.619 com uma densidade populacional de 5,05 habitantes / km², e a projeção para o ano de 2030 é de 972.464 habitantes. Apesar da sua pequena área, o Acre possui uma imensa riqueza biológica resultante das suas condições geológicas e climáticas. Com altitudes variando de 250 a 580 metros, a paisagem contém colinas e planaltos herdados de sua evolução paleogeográfica, e zonas húmidas e inundações com tipos típicos de vegetação. O clima é caracterizado por dois períodos distintos: um "verão" com temperaturas entre 24,5 e 32o C, 1.600 a 2.750 mm de chuva por ano e alta umidade, e um "inverno" seco que pode prolongar-se por até 3 meses. A Acre possui aproximadamente 87% de sua floresta original intacta, dos quais 47% são áreas protegidas, 14% de terras indígenas e 33% de unidades de conservação, demonstrando a estratégia de conservação adotada em sua política de desenvolvimento e mantendo uma biodiversidade rica sob o dossel de diferentes formações florestais.

O estado do Acre é uma das jurisdições REDD mais avançadas do mundo. Em 2010, a Acre promulgou sua referência Lei 2.308 / 2010, criando um Sistema Estadual de Incentivos a Serviços Ambientais (SISA), com REDD como peça central. Fornece uma abordagem inovadora e de jurisdição para o desenvolvimento rural de baixo carbono. O SISA estabelece um conjunto de princípios, políticas, instituições e instrumentos para construir um programa eficaz para alcançar a sustentabilidade ambiental através de incentivos aos serviços ecossistêmicos. Ele é projetado para promover iniciativas público-privadas para alcançar os objetivos do estado em relação aos serviços ecossistêmicos. Nomeadamente, a Acre estabeleceu sua lei SISA através de uma consulta aprofundada com as partes interessadas locais e a sociedade civil, em conformidade com os princípios e critérios de salvaguarda do REDD + a nível nacional.

O governo estadual do Acre escolheu um modelo de desenvolvimento diferente, explorando sabiamente os recursos naturais, conscientes da necessidade de preservar esse valioso capital natural. Nos últimos quinze anos, o governo estadual vem inovando com um modelo de economia verde, reduzindo o desmatamento, aumentando seu PIB e revolucionando a inclusão sócio-produtiva. A partir do Zoneamento Ecológico-Econômico do Acre (ZEE), a Política de Valorização de Ativos Florestais e Ambientais foi passada para a lei estadual (Lei 2.024 / 2008), com o objetivo principal de assegurar o uso sustentável e a gestão adequada do território com o social e inclusão econômica. Essa política contribuiu para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas e a consequente redução das emissões de gases de efeito estufa.

O Governo do Estado de Acre tem a implementação do seu Plano de Prevenção e Controle de Desmatamento, Queimação e Incêndios Florestais (PPCDQ) como um dos seus principais instrumentos de política destinados a reduzir os impactos das mudanças climáticas. Este plano estabelece diretrizes, objetivos e ações até 2030, para o planejamento territorial e territorial, cadeias produtivas e práticas sustentáveis, e monitoramento, controle e vigilância. No período 2004-2017, o estado apresentou uma redução de 66% no desmatamento em relação à média da década 1996-2005, com incremento anual médio de 327 km² (PRODES, 2017)

Informações adicionais podem ser encontradas na Plataforma de Impacto do GCF.


Resumo

164,221km²
90.2%
-30.9%
2016 - 2017

Demografia

829,619
0.4%
Type% 
Urban72.60
Rural27.40
Group% 
Multi-ethnic66.30
White23.90
Black5.80
Indigenous2.20
Other1.90

Economia

BRL13.62 B
BRL17,034
Type% 
Services69.00
Agriculture, Forestry18.60
Industry12.40
0.663
Agricultura, silvicultura, carnes, pesca

Status da floresta[a]

164,221km²
148,125km²
16,096km²
1,852M MtC
Typekm² 
Forest142,007
Pastureland14,030
Secondary Vegetation3,710
Other Land Uses3,290
Agriculture68
Typekm² 
Unprotected95,822
Protected52,678

A maioria do desmatamento no Acre ocorre nas estradas primária se secundárias, bem como nosrios.O motor principal do desmatamento no Acre é apecuária (ocupando 70% da área total desmatada em 1989 e aumentando para 81% em 2004). Fatores como especulação de terras, falta de zoneamento e designação formal deterras públicas, rentabilidade da pecuáriae creditos de fomento a pecuária criaram incentivos ao Desmatamento em toda a Amazônia,incluindo o Acre. Historicamente, os principais agentes de desmatamento eram proprietários de fazendas médias e grandes, mas nos últimos anos os pequenos agricultores contribuíram significativamente para odesmatamentono Acre. O pavimento das estradas BR-317 (concluídasem 2007) e BR-364 (conclusão  em 2011) que conectam o sudoeste da Amazônia (incluindo o Acre)aosPortosda Costa do Pacífico peruano poderálevaraoaumento do desmatamento. O risco de desmatamento provavelmente Será Mais intenso Ao Longo da BR-364 de Sena Madureira para Cruzeiro do Sul.

Notes

a.Devido a diferentes abordagens metodológicas e anos-base, os campos de dados do Status da Floresta podem diferir ligeiramente. As fontes de dados para cada campo estão listadas abaixo.

Sources

1.ACRE, 2010. Zoneamento Ecológico Econômico do Estado do Acre Fase II (Escala 1:250.000). link
2.IBGE 2017
3.IBGE. 2012. Censo Demográfico 2010. IBGE
4.IBGE.2012. Censo Demográfico 2010. IBGE
5.SEPLAN 2015
6.IBGE 2015
7.ACRE, 2011. Acre em Números 2011 link
8.IBGE 2016
9.ACRE, 2010. Zoneamento Ecológico Econômico do Estado do Acre Fase II (Escala 1:250.000) link
10.PRODES 2015
11.Prodes link
12.TerraClass 2014